sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Casaco em tricot

Adoro o Porto. É mesmo a minha segunda cidade. Aquela pela qual deixava Lisboa se fosse necessário, sem problemas de saudades e de "não adaptação".

Por isso, vamos várias vezes passear até ao norte, sempre de comboio e sempre a descobrir coisas novas. 

Mas, tal como em Lisboa, existem sítios que temos que ir sempre. Um deles é a Lopo Xavier. Da minha primeira visita trouxe esta lã. É a Elis, em castanho escuro, que penso já estar indisponível.

Aconselham trabalhar com agulhas 4-4.5, mas eu queria um casaco bem quente e robusto e fiz com linha dobrada e agulas 6-6.5.

Como era de esperar, ficou lindo, muito quente mas sem ser pesadão e com o toque final maravilhoso dos botões em madeira da retrosaria.








segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Gorros e botinhas xxs

O meu contributo para esta causa tão importante.
Fiz 10 gorros e botas, nos vários tamanhos que a Filipa mencionou.
Cada novelo de fio deu para 3 gorros e 3 pares de botinhas.
Os outros foram feitos com fio que tinha em casa.

Adorei.

Venham mais projetos destes.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Camisola Top Down #2#


Mais uma camisola Top Down.

Desta vez com fio Phoebus, nº 445 da Lopo Xavier. Foi trabalhado com agulhas 3,5 e feito muito rapidamente. É um fio 100% lã e muito, muito quentinho.

Como todos os fios da marca Lopo Xavier, é realmente maravilhoso.
É quente, macio, trabalha bem e 100% lã portuguesa. Melhor é impossível.
Já fiz trabalhos com os 3 fios - Elis, Trianon e com este Phoebus - e posso dizer que este último é o meu preferido.

Agora é só ir ao Porto (mais uma vez) e comprar outras cores.






segunda-feira, 23 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Camisola Top Down #1#

Ultimamente temos vindo a mudar os hábitos alimentares cá de casa, mas também a forma como nos relacionamos com o mundo que nos rodeia, destralhando a casa, optando por alimentos biológicos, comprar cada vez menos produtos embalados, preferir o que é nacional e reduzir ao máximo o sintético.

Assim, o primeiro passo, é tentar substituir as camisolas, casacos e meias por outros, feitos por mim e sempre que possível com fios 100% lã nacional.

Neste sentido, o ano que passou teve uma "produção" razoável, que já permitiu substituir algumas peças que não se enquadravam neste novo estilo de vida.

Depois de experimentar o modelo Top down, já o fiz várias vezes e de certeza que vou fazer muitas mais. É muito mais fácil, pois não tem costuras e assenta muito melhor e apesar de muitos apontarem como dificuldade o tamanho que vai tendo no final e de ser de difícil manuseamento, até isso não considero muito preocupante. Por outro lado, como o modelo é sempre em meia, não sendo necessário seguir nenhum esquema, permite-me todas as noites pegar no tricot e ver ao mesmo tempo as minhas séries e filmes.

Nesta camisola usei um fio da ArtiModas - comprei de 2 cores, esta e em cinzento, mas não sei especificar qual o nome do fio - que se trabalha muito bem, pois é extremamente macio dando um toque final extraordinário. Já foi usada e lavada várias vezes e está como nova.

Fotos: Eugénia Andrade Santos





domingo, 8 de outubro de 2017

Manta de bebé e casaco em tricot

Dizem que os vizinhos são a família mais próxima.

Vivemos nos arredores de Lisboa cerca de 16 anos, mas sempre com o objectivo de voltar para o centro da cidade. Em finais de 2009, conseguimos encontrar a nossa casa, no local que queríamos. Mudamos em Janeiro de 2010 para uma casa muito mais pequena, com mais de 60 anos, um terceiro andar sem elevador, ou seja, completamente diferente do que tínhamos, mas mesmo assim muito mais felizes.

Quando começamos a procurar casa em Lisboa, o nosso receio era os vizinhos. Estamos numa zona de faculdades, com imensos estudantes a arrendar quartos, festas a toda a hora, turistas a entrar e a sair, barulho, confusão, chatices. Mesmo assim, arriscamos e ainda bem.

O nosso prédio tem apenas 6 apartamentos ocupados por 9 pessoas e parece uma comunidade. Todos nos ajudamos. Há sempre um miminho para todos quando vamos de férias. Há sempre fruta quando uma das vizinhas vai à casa que tem em Santarém. Há sempre um cuidado quando um dos vizinhos está doente. Respeitamos o espaço de cada um, mas sabemos que estamos lá para o que for preciso.

A juntar a tudo isto, tanto eu como o meu marido vamos a pé para o trabalho e a filhota, até Junho também ía a pé para a escola.

Em Agosto, soube que uma vizinha ía ser avó. Nem foi preciso pensar mais. No dia seguinte estava a comprar lã para fazer uma mantinha e um casaco. Fui à Brancal e comprei o fio  Dralon 4, com 50% de lã e 50% polyester para a manta e os novelos de fio para bebé, para o casaco.

Foi a primeira manta que fiz em tricot e adorei o modelo. O casaco foi um tutorial que já tinha visto no blog Malha a malha (que aconselho a visitarem) e que estava à espera de uma oportunidade para o fazer.

Este fim de semana vou entregar os miminhos à avó babada e espero que a "nossa" pequenina quando nascer em Novembro fique bem aconchegada na sua manta e casaco, pois foi a pensar nela que eles foram feitos.

Um agradecimento à filha tão especial pelas fotos que tirou, prevendo que a partir de agora serão todas da sua autoria.
















domingo, 29 de janeiro de 2017

18

18 anos.
Maioridade.

Há 18 anos atrás, a vida deu uma verdadeira volta. É indescritível a alegria que se sente, quando se olha pela primeira vez para um ser tão pequenino e tão indefeso, ao mesmo tempo  que nos começam a surgir todas as dúvidas. É um verdadeiro turbilhão de emoções, um misto de alegria, medos e, em algumas alturas, mesmo pânico.

Vieste para casa logo no dia seguinte e começou uma verdadeira aventura. 
Não dormias, nem deixavas dormir, mas aguentavas estoicamente se estivesses acompanhada ou a passear.
Querias atenção, movimento e ar livre.

Desde sempre que foste connosco para todo o lado, passeamos muito, fomos a lojas, restaurantes, cafés, esplanadas, hotéis e nunca te portaste mal, nunca houve um choro ou uma birra; cativavas tudo e todos com a tua simpatia. Aconteceu mais do que uma vez darem-nos os parabéns pela forma como uma criança tão pequena se comportava tão bem num ambiente de adultos. Eu e o pai "inchávamos" de orgulho.

Olhando para trás, vê-se perfeitamente a tua personalidade aos 18 anos.
- És calma, mas ao mesmo tempo irrequieta;
- Muito, muito bem disposta; há sempre uma piada, um sorriso, uma gargalhada.
- Acordas com uma boa disposição que faz inveja, muitas vezes acompanhada de uma cantoria.
- Amiga verdadeira e sempre pronta a ajudar.
- Personalidade fortíssima e que sabe bem aquilo que quer, não fazendo "fretes", para agradar aos outros.
- Integras-te perfeitamente com os amigos, mas também com professores, pais ou avós dos amigos, mantendo uma conversa, mais uma vez sem "fretes".
- Quando não gostas....não há nada a fazer, defendes o teu ponto de vista e argumentas como ninguém.
- Adolescência.....não sei o que é......és a prova que todas as idades são lindas, quando há respeito, educação, muita conversa/discussão, muito apoio e muita verdade de ambas as partes.
- És a companheira dos passeios pelas lojas de lãs e tecidos e dos novos restaurantes e cafés que vão surgindo.
- És..............muito, muito mais, mas isso já tu sabes. 

Apenas te digo que és a filha que sempre desejamos e que tenho a certeza que irei sempre dizer isso.

Muitos parabéns, meu amor
Um beijo,

Mãe e Pai