domingo, 29 de janeiro de 2017

18

18 anos.
Maioridade.

Há 18 anos atrás, a vida deu uma verdadeira volta. É indescritível a alegria que se sente, quando se olha pela primeira vez para um ser tão pequenino e tão indefeso, ao mesmo tempo  que nos começam a surgir todas as dúvidas. É um verdadeiro turbilhão de emoções, um misto de alegria, medos e, em algumas alturas, mesmo pânico.

Vieste para casa logo no dia seguinte e começou uma verdadeira aventura. 
Não dormias, nem deixavas dormir, mas aguentavas estoicamente se estivesses acompanhada ou a passear.
Querias atenção, movimento e ar livre.

Desde sempre que foste connosco para todo o lado, passeamos muito, fomos a lojas, restaurantes, cafés, esplanadas, hotéis e nunca te portaste mal, nunca houve um choro ou uma birra; cativavas tudo e todos com a tua simpatia. Aconteceu mais do que uma vez darem-nos os parabéns pela forma como uma criança tão pequena se comportava tão bem num ambiente de adultos. Eu e o pai "inchávamos" de orgulho.

Olhando para trás, vê-se perfeitamente a tua personalidade aos 18 anos.
- És calma, mas ao mesmo tempo irrequieta;
- Muito, muito bem disposta; há sempre uma piada, um sorriso, uma gargalhada.
- Acordas com uma boa disposição que faz inveja, muitas vezes acompanhada de uma cantoria.
- Amiga verdadeira e sempre pronta a ajudar.
- Personalidade fortíssima e que sabe bem aquilo que quer, não fazendo "fretes", para agradar aos outros.
- Integras-te perfeitamente com os amigos, mas também com professores, pais ou avós dos amigos, mantendo uma conversa, mais uma vez sem "fretes".
- Quando não gostas....não há nada a fazer, defendes o teu ponto de vista e argumentas como ninguém.
- Adolescência.....não sei o que é......és a prova que todas as idades são lindas, quando há respeito, educação, muita conversa/discussão, muito apoio e muita verdade de ambas as partes.
- És a companheira dos passeios pelas lojas de lãs e tecidos e dos novos restaurantes e cafés que vão surgindo.
- És..............muito, muito mais, mas isso já tu sabes. 

Apenas te digo que és a filha que sempre desejamos e que tenho a certeza que irei sempre dizer isso.

Muitos parabéns, meu amor
Um beijo,

Mãe e Pai








quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Ano Novo

O início do ano é propício a resoluções e definição de vários objetivos para muitas pessoas.
No meu caso, isso nunca aconteceu; nunca defini nada para fazer no ano que se inicia, pois as várias opções vão sendo tomadas ao longo do ano, de acordo com a nossa disposição e forma de ver a vida que temos na altura.

Como já disse no post anterior, estou a tentar mudar a alimentação optando por produtos biológicos, a granel, viver de uma maneira mais minimalista, reduzir plásticos e embalagens.

Leio cada vez mais sobre minimalismo, desperdício zero, vegetarianismo e evito comprar produtos nas grandes cadeias de supermercados e grandes grupos internacionais. Também no vestuário, aos poucos vamos mudando de atitude. As meias já são quase todas feitas por mim e os casacos, as camisolas, xailes e golas também.

É engraçado vermos como a nossa atitude e gosto vão mudando, quer seja na alimentação ou no vestuário. Já me custa fazer uma refeição sem legumes, em que o prato não tem cor, assim como é cada vez mais difícil entrar numa loja de roupa e comprar uma peça sem interesse e de um material completamente sintético. Prefiro ter menos camisolas, meias, casacos, mas de boa qualidade do que imensas peças no roupeiro provenientes de grandes fábricas e que não duram uma época.

Para tudo isto é necessário uma grande organização e o empenho de toda a família o que neste campo estou apoiada a 200%. É engraçado ver como tanto o marido como a filha apoiam a minha correria de loja em loja, quer para comprar produtos alimentares, quer para comprar lãs para os meus trabalhos de tricot.

Assim, sem ser uma resolução de 2017 mas sim uma forma de estar na vida,
- vou continuar a mudar a minha atitude perante o mundo e aquilo que consumimos e a forma como o fazemos;
- vou continuar a fazer as minhas meias, os casacos, as camisolas e tudo aquilo que ainda quero aprender (o próximo passo serão os workshops de costura);
- vou continuar a ir à Rosa Pomar comprar a minhas lãs, assim como à ArtiModas, à Lopo Xavier, à Ovelha Negra e a muitas outras que quero descobrir;
- vou continuar a ir à Maria Granel, comprar os produtos biológicos a granel, nos taleigos que irei fazer e com os inúmeros frascos de vidro que tenho;
- vou continuar a receber o cabaz do Cabaz Natura, com produtos maravilhosos, apoiando assim os pequenos produtores e comendo produtos de qualidade.

Ou seja, vou continuar o percurso dos últimos anos, pois sei hoje, é aquele que me faz mais feliz.

São tão quentinhas e já foram tão usadas



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Workshop de cozinha vegetariana

Cozinhar é uma das minhas paixões. Adoro fazer grandes almoços/jantares, com tudo aquilo a que temos direito: entradas (várias!!!!), prato(s) principal e sobremesas. A mesa posta com requinte e um ambiente agradável. Receber amigos e/ou familiares e estarmos na conversa à volta da mesa.

Mas, detesto a rotina de fazer o jantar todos os dias, pensar o que se come hoje e amanhã ao almoço (eu levo almoço para o trabalho e o marido e filha vêm almoçar a casa), ir ao talho e à peixaria e não ter ideias nenhumas para as refeições. Cair na rotina culinária é algo que me tira mesmo do sério.

Já experimentei de tudo: livros de culinária (tenho toneladas), receitas da internet, elaborar ementas semanais, organizar dossiers com receitas, etc. Conclusão: funciona tudo muito bem nos primeiros dias mas depois... volta tudo ao mesmo. Para agravar a situação, comecei a ganhar uma certa repulsa à carne e ao peixe.

Há cerca de 4 anos, comecei a comprar mais produtos biológicos e a ler e pesquisar mais sobre comida vegetariana e macrobiótica. Aderi ao cabaz natura, que nos entrega semanalmente um cabaz de hortícolas e de fruta biológica e comecei a frequentar mais o celeiro, o brio, amorbio, o mercado biológico do campo pequeno, a maria granel, entre outros. Aos poucos, a alimentação foi mudando. A carne e o peixe foram substituídos por leguminosas, cogumelos, seitan, tofu acompanhados por muitos verdes e cereais integrais e biológicos (sempre que possível).

Não gosto de radicalismos e continuo a comer carne e peixe, mas em menor quantidade, quer quando vou almoçar/jantar fora ou mesmo em casa. Tento que exista um equilíbrio e uma alimentação o mais saudável e variada possível. 

Isto tudo para dizer que este sábado fiz um wokshop de introdução à alimentação vegetariana no celeiro. Pensei que iria ser muito básico, mas revelou-se muito, muito bom. A formadora - Mafalda Rodrigues de Almeida - é excelente, tira todas as dúvidas, esclarece-nos sobre produtos, conjugação e substituição de alimentos. 
Esta temática tem sempre 2 módulos, mas que não têm um seguimento, podendo-se frequentar apenas um deles. Infelizmente, no próximo sábado não posso ir ao módulo 2, mas como vão repetindo ao longo do ano, espero ter disponibilidade da próxima vez que o realizarem.

Imagem retirada do blog Loveat

Imagem retirada do blog Loveat

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Manta de Crochet e renovação do quarto

A renovação do quarto da filhota continua devagarinho, pois com este calor não se consegue fazer nada na mobília. É impensável lixar e pintar móveis com estes dias.

No entanto, à noite, quando começa a entrar um pouco de vento mais fresco é a altura ideal para fazer a manta. Todos os bocadinhos são aproveitados para ver se ela ainda vai ser usada este inverno.

Da parte da filha, os trabalhos também estão em andamento e o tecido de algodão branco para uma almofada (que a mãe vai ter que fazer), já foi tingido com a técnica de shibori, aprendida nestes dois anos de aulas.



Cada vez gosto mais destas cores

Já está com um bom tamanho

Pormenor do modelo

Os novelos ficam tão lindos (e práticos) com a noveladora




sábado, 13 de agosto de 2016

Manta de crochet

Há muito tempo que queria modificar o quarto da minha filha, mas tenho vindo a adiar, pois as ideias que temos implicam a pintura da cama, cómoda e escrivaninha. Este verão resolvi meter mãos à obra.
Neste momento, a cómoda já está toda pintada de branco e as gavetas foram forradas com tecido "lenço dos namorados", que comprei na FIA, no Planeta dos tecidos. Só um móvel já faz toda a diferença no quarto e eu só espero por dias menos quentes para continuar com as pinturas.

Já está decidido que o quarto vai ser todo branco e os apontamentos vão ser em tons de azul. Assim, enquanto vou pintando a mobília, os adereços vão sendo escolhidos e alguns feitos por mim e por ela. 

Apesar te ter várias mantas de crochet e tricot, nenhuma tinha as cores pretendidas, pelo que tivemos que ir até à Brancal da Rua dos Fanqueiros e escolher as linhas para começar outra manta (mais um trabalho começado). Trouxemos fio Dralon 4, com 50% de lã e 50% polyester. O modelo já tinha sido escolhido por ela e é igual ao da nossa manta do sofá.

Da parte da filhota, também já há trabalho feito, que mais tarde será aqui apresentado "oficialmente".

Vai dar trabalho e demorar algum tempo mas no fim vamos ter um quarto muito mais arejado e principalmente diferente, pois a maior parte da decoração será feita por nós.


A Tricot Brancal. Uma verdadeira perdição

É sempre tão difícil escolher

Adoro estes novelos feitos na noveladora

Vamos começar

sábado, 23 de abril de 2016

Xaile de ananases

Comprei há algum tempo um algodão egípcio nas lãs Brancal. Como acontece na maior parte das vezes, vejo um fio que gosto, compro e depois logo se vê o que se faz com ele.

Este não foi exceção. Depois de alguns modelos, vi o post da Fátima e não resisti a fazer um xaile. O modelo está muito bem explicado, requer alguma atenção no início, mas depois de entrarmos no esquema, não é muito difícil.

Já o acabei há algum tempo, mas tem sido difícil atualizar o blog. Vamos ver se a partir de agora tenho mais disponibilidade para mostrar o que está feito e o (muito) que está iniciado ou prestes a terminar.

Este xaile foi aprovado em casa e com o tempo mais quente que se avizinha, vai começar a ser disputado pela mãe e pela filha.

O xaile a bloquear




sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

17 anos

Mais um ano de felicidade.
Mais um ano de alegria.
Mais um ano de partilha.

Tem sido tão fácil criar esta filha.
Sempre bem disposta.
Sempre amiga.
Sempre pronta a ajudar.
Sempre com um sorriso.

Parabéns meu amor.






segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Orgulho

A minha filha tem 16 anos. Começou hoje as aulas no 11º ano e quando chegou a casa disse-me que amanhã vai levar a gola que está a tricotar para fazer naqueles momentos mortos em que não tem uma aula ou sai mais cedo.

Eu sei que ela está numa escola artística (António Arroio) e que escolheu a opção de têxteis, mas o que me enche de orgulho não é o facto de partilhar alguns dos meus interesses, mas sim o de não "ir em modas". Nesta idade, é normal sermos levados pelas cabeças do grupo, dos amigos, escondendo muitas vezes aquilo que nos interessa só para não sermos julgados.

É nestas pequenas coisas que eu tenho a certeza que a educação e valores que lhe fomos incutindo ao longo dos anos está a dar frutos. Temos uma filha que pensa pela sua própria cabeça e que defende os seus objectivos.

Hoje estou a rebentar de orgulho.

Parabéns Pai, estamos a fazer um bom trabalho.



O início da gola






segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Xuxus - parte II

É oficial: tenho um marido vaidoso das coisas que faço. Na passada semana, falou do meu blog no trabalho e uma das colegas gostou muito dos xuxus.

Quando me disse que a filha dela adorava estes elásticos para o cabelo, foi um bom pretexto para fazer mais uma fornada de xuxus neste fim de semana.

Como sempre, tudo aquilo que faço é para oferecer a quem se identifica com os meus miminhos. 

Estes, destinam-se a uma menina que é um "doce", linda e sensível e que tenho a certeza que vai adorar usá-los.

Resolvi ainda, fazer um pequeno taleigo para os guardar ou para utilizar como ela bem entender. Tenho a certeza que imaginação não lhe vai faltar.

Espero que gostes minha querida e já sabes, quando quiseres mais é só dizeres, pois tu mereces estes pequenos miminhos. 


Como pulseiras


Antes de serem arrumadas no taleigo

Pronta para ser entregue








quinta-feira, 16 de julho de 2015

Xuxus

Tenho uma família grande com muitos primos e primas. Uns longe, outros mais perto. Uns que vejo mais vezes, outros que passo anos sem os ver. Muitas vezes, os primos mais afastados são aqueles que nos estão mais próximos e com quem lidamos mais frequentemente.

Uma dessas primas (penso que em 4º grau), fez agora 20 anos. Apesar da diferença de 4 anos para a minha filha, sempre se deram muito bem, nunca existindo aquela barreira quando uma é adolescente e a outra ainda é uma criança.

É uma jovem linda, amorosa, com quem gosto de conversar, com quem estou à vontade para lhe perguntar o que prefere de prenda de anos ou de Natal porque sei que a resposta dela vai ser sincera. Não faz fretes, nem finge que está tudo bem (como eu aprecio essa qualidade). É franca e direta. 

Soube entretanto que ela adora os xuxus de cabelo. Assim sendo, foi por mãos à obra e fazer uns quantos para ela poder apanhar os cabelos lindos e encaracolados que tem (sabes que eu gosto mais dos caracóis do que do cabelo liso). Soube agora que a função deles tem sido de pulseiras, conjugando conforme a roupa que veste. 

Assim, a juntar à prenda do 20º aniversário foram 4 xuxus de miminho.









domingo, 12 de julho de 2015

47

47 anos de idade.
Quase 23 partilhados comigo.
Mais de 21 de casamento.
Uma vida cheia.
Muitas alegrias.
Alguns momentos menos  bons.
Muita felicidade.
Uma filha linda e maravilhosa.

Muitos PARABÉNS!!!!



Ver o Por do Sol. Pequenas coisas que nos fazem tão felizes

Cúmplicidade

Companheiro de grandes passeios

domingo, 28 de junho de 2015

Calções

Depois de algumas voltas pelas lojas à procura de calções frescos para a filhota e de não termos encontrado nada, lembrei-me de um video da Rosapomposa, em que ela explica e cede o molde de como fazer umas calças largas.

Vamos lá então às experiências. Se o molde é para umas calças, fazemos mais pequeno e temos uns calções. O primeiro par surgiu de um tecido que havia cá por casa, sem grande importância, que isto de inventar não pode ser com tecidos muito caros e que gostamos muito.

Ela gostou e escolheu outro tecido que também tinha por cá. Do segundo ao terceiro par foi um saltinho. Os calções foram aprovados e esta semana lá fizemos uma viagem até Campo de Ourique para comprar mais tecidos no Vidal e no Santo Condestável.

Parece-me que a ideia será um par de cada cor e padrão, mas não faz  mal porque são tão fáceis e rápidos de fazer que quando der conta tem uma verdadeira coleção.


O primeiro par

O segundo par


O terceiro par

A primeira fornada

Aprovados e prontos para passear

terça-feira, 26 de maio de 2015

Mantinha de croché

Apesar de não ter publicado nada ultimamente, continuo a visitar os vários cantinhos que tanto me inspiram. Numa dessas "viagens", vi o post da Susana e fiquei apaixonada pelo ponto do xaile que ela está a fazer.

Tinha 2 novelos de lã em casa e resolvi experimentar o ponto. Começou como um xaile, mas não gostei muito e depressa se transformou numa manta. Resultado: ter que ir à procura de mais lã e parar todos os trabalhos que estava a fazer (sim, tenho uns 10 trabalhinhos começados).

O ponto é muito fácil de fazer e também bastante rápido. A manta ficou pronta em poucos dias mas não tenho de momento nenhum bebé a quem a oferecer pois apesar de ser grandinha e dar para tapar as pernas, nós gostamos de mantas grandes para o sofá.

Esta semana ao percorrer os blogs, vi uma iniciativa que me agradou muito. Se calhar já tenho um destino para a minha manta, destino esse que me deixa ainda mais feliz.

Depois dou notícias....

P.S. Obrigada Susana pela partilha do video com a explicação deste ponto. Eu avisei que ía copiá-lo. Bjs







quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mantinha de bebé

Faz 11 anos em maio que entrei para o meu atual emprego. Nesta casa conheci muita gente, muitos colegas entraram e muitos saíram, mas alguns ainda hoje se mantém lá.

Quando entrei, conheci uma das colegas, com a qual comecei a explorar todo o universo que nos rodeava pois tinha entrado também naquela altura. É muito mais nova que eu, mas a empatia foi imediata; a vontade de aprender, de descobrir, de resolver os inúmeros desafios que nos são colocados diariamente, fez com que nos juntássemos cada vez mais.

Em novembro soube que ela estava grávida e no último mês do ano veio a notícia que era uma menina. No dia seguinte fui comprar as lãs, pois era preciso fazer uma mantinha.

A escolha do modelo foi o mais difícil de decidir, mas depois de muito pesquisar e experimentar, decidi fazer o mesmo modelo de uma que estou a fazer para mim (há tanto tempo!!!!!), em que até as cores são muito idênticas. Daqui a uns tempos vamos estar as duas embrulhadinhas em mantas iguais. 

A entrega foi hoje e a mãe gostou. A minha "sobrinha" nasce brevemente e irá sentir-se quentinha e aconchegada com algo que foi feito para ela e a pensar nela.

Beijos da "tia".