segunda-feira, 13 de maio de 2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

20 é um número redondo

20 anos.
Podia dizer tanta coisa....
Foram 20 anos intensos, mas também muito calmos.
O balanço é tão positivo.

Enquanto pudermos e tu quiseres vamos continuar a passear, a visitar, a conhecer tudo, sempre contigo a tiracolo como fazemos desde o primeiro dia.

Vamos continuar a ter grandes conversas e a mostrar diferentes pontos de vista, ensinando e aprendendo tanto.

Vamos dar-te asas para voar, e incentivar-te a ires e arriscar, mas tendo sempre o ninho pronto caso seja necessário voltar. Sabes que tens deste lado um porto de abrigo sempre disponível.

Ensinaste-nos a ser pais. 

Aprendemos que durante os primeiros anos a vida está muito focada nas tuas necessidades.

Com o tempo, devagarinho, foste fazendo a tua vida. Saíste de casa para estudar fora e nós nunca sentimos a ansiedade de ninho vazio. Isto foi mérito teu.

Soubeste gerir tão bem o tempo e as necessidades que tudo se tornou natural.

Sabes quando basta uma mensagem, mas também percebes se é melhor uma video chamada.

Já tens alguma independência mas consegues ser um "bebé" quando achas que precisamos de dar mimo e colo.

Por tudo isto e muito muito mais....
Já te dissemos que és a melhor filha do mundo?


Parabéns piolha mais linda




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Xaile Alfama


Adoro xailes, mas sou tão esquisita nos modelos.

Este já foi feito no ano passado e tem sido usado regularmente. É um modelo da Filipa Carneiro e tal como todos os modelos dela está extremamente bem explicado sendo muito fácil de seguir o esquema.

O fio é o Alfama da Rosários4, 100% linho. Trabalha-se muito bem e o trabalho vai ficando melhor após a lavagem. Tem sido usado todo o ano, pois apesar de ser um fio de verão, no inverno bem enrolado dá um aconchego muito bom.

Recomendo o fio, o modelo (bem como todos os modelos da Filipa) e é sucesso garantido cada vez que o usamos. Não é o típico xaile, muitas vezes "fora de moda"; é uma peça diferente e que se adequa a qualquer ocasião.







terça-feira, 13 de março de 2018

Madrid

Tentamos sempre que possível dar uma escapadinha no último fim de semana de Janeiro. Por um lado precisamos de descomprimir das festas do mês anterior, por outro, as férias já foram há muito tempo e mais importante ainda, temos o aniversário da filhota.

Nos últimos 2 anos e a pedido da aniversariante fomos ao Porto. Este ano, resolvemos sair do nosso cantinho e a escolha recaiu no país vizinho, sendo que a dúvida era entre Sevilha, Barcelona e Madrid. Depois de muito ponderar, a capital foi a mais votada, principalmente pela vontade de dar um saltinho a Toledo.

Cidade escolhida, vamos escolher o fim de semana. Fomos no dia 2 no avião das 7h05m e viemos no dia 5 no das 18h35m. O hotel escolhido foi o Sercotel Gran Hotel Conde Duque, junto ao metro de San Bernardo. A viagem foi muito boa, rápida e tranquila e o hotel era maravilhoso.

Apesar de termos feito um programa de viagem, não o cumprimos de maneira nenhuma, pois há tanto para ver que é impossível irmos a todo o lado.

Do aeroporto para o hotel fomos de metro (45 minutos aproximadamente), tivemos que mudar 2 vezes de linha, mas é muito fácil e intuitivo. Deixamos as malas no hotel, seguimos a pé para a Gran Via e passamos pela Plaza Cibelles em direção ao Museu do Prado. O objectivo era visitar o Prado, o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia, aproveitando para comprar os bilhetes  para Toledo para o dia seguinte, na estação de Atocha. Primeiro problema: estivemos mais de 5 horas no Museu do Prado, sendo que a exposição temporária já foi vista "a correr". Era impossível não vermos tudo, principalmente quando levamos uma estudante de artes, que em cada quadro nos explicava o seu significado.  O dia estava praticamente acabado, restando uma volta pelas ruas e uma visita à Puerta del Sol. 

Prado

Plaza Cibelles
Puerta del Sol
No dia seguinte, saímos bem cedo para Atocha, mas só havia bilhetes para o comboio das 11h20m. Compramos para o comboio das 9h20m de domingo e aproveitamos o sábado para visitar o Museu Rainha Sofia, a Plaza Mayor, o Mecado de San Anton, A Catedral de Almudena, o Palácio Real (não entramos, pois estava fila e deixamos para segunda feira), a Plaza de Espanha, o Templo de Debod e muitas deambulações pelas ruas da cidade.

Catedral de Almudena

Catedral de Almudena

Palácio Real

Plaza Mayor

Templo de Debod
Domingo fomos para Toledo de comboio, numa viagem super rápida (33 minutos), mas debaixo de chuva. Compramos o bilhete dos autocarros que dão a volta à cidade e permitem irmos ao miradouro para as tradicionais fotos e que nos deixam no fim das escadas rolantes que dão acesso à cidade. À tarde, apanham-nos no mesmo sítio para nos levarem à estação dos comboios. Dá para irmos a pé (cerca de 10/15 minutos), mas com a chuva que estava era impossível. Tínhamos também uma visita à Porta de Bisagra, mas não subimos, pois estava muita chuva. A parte da manhã foi passada no Alcazar, a visitar o Museu Militar de Toledo. São 4 pisos, que mais uma vez nos ocupou até à hora de almoço. De seguida fomos para a Catedral de Toledo e aqui fomos completamente arrebatados pela beleza, grandiosidade e riqueza. Mais uma vez, foi uma tarde inteira para visitar a Catedral. Regressamos a Madrid com muita coisa ainda para ver, mas com uma felicidade infinita de tudo aquilo que vimos.

Alcazar de Toledo

Catedral de Toledo

Toledo

Toledo
Segunda feira (e último dia), acordamos com chuva a ameaçar neve. Fomos diretos ao Palácio Real e tivemos a cereja no topo do bolo. A neve caía cada vez com mais intensidade, cobrindo tudo de branco. O Palácio é lindíssimo e está extremamente bem preservado.

Palácio Real

Palácio Real

Palácio Real
Restava almoçar, ir ao hotel buscar as malas e seguir para o aeroporto de metro. No centro de Madrid deixou de nevar por volta das 14h30m, pelo que não nos apercebemos que o aeroporto tinha duas pistas fechadas e que por pouco não ficamos retidos em Espanha.

O balanço destas mini mini férias foi excelente, mas ficou tanta coisa por ver. Toledo é uma cidade a voltar mas é necessário 2 ou 3 dias, para se poder ver tudo com calma. Madrid também merece uma nova visita de pelo menos 3 dias para ser explorada como deve ser. Ou seja, a voltar um dia destes.



sábado, 27 de janeiro de 2018

Camisola em Beiroa


A Retrosaria da Rosa Pomar faz-me perder a cabeça. É daquelas lojas que dá vontade de pedir para embrulhar "1 de cada" e voltar mais tarde para levantar tudo.

Neste caminho pela substituição das malhas lá de casa, não podia faltar a camisola em Beiroa. Aqui, o difícil foi mesmo escolher a cor, mas este rosa é realmente lindo combinando muito bem com o tom mais forte das riscas.

É linda, muito quente, macia, 100% lã portuguesa e fiada e tingida em Portugal. Não se pode mesmo pedir mais nada. É perfeito.







sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Casaco em tricot

Adoro o Porto. É mesmo a minha segunda cidade. Aquela pela qual deixava Lisboa se fosse necessário, sem problemas de saudades e de "não adaptação".

Por isso, vamos várias vezes passear até ao norte, sempre de comboio e sempre a descobrir coisas novas. 

Mas, tal como em Lisboa, existem sítios que temos que ir sempre. Um deles é a Lopo Xavier. Da minha primeira visita trouxe esta lã. É a Elis, em castanho escuro, que penso já estar indisponível.

Aconselham trabalhar com agulhas 4-4.5, mas eu queria um casaco bem quente e robusto e fiz com linha dobrada e agulas 6-6.5.

Como era de esperar, ficou lindo, muito quente mas sem ser pesadão e com o toque final maravilhoso dos botões em madeira da retrosaria.








segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Gorros e botinhas xxs

O meu contributo para esta causa tão importante.
Fiz 10 gorros e botas, nos vários tamanhos que a Filipa mencionou.
Cada novelo de fio deu para 3 gorros e 3 pares de botinhas.
Os outros foram feitos com fio que tinha em casa.

Adorei.

Venham mais projetos destes.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Camisola Top Down #2#


Mais uma camisola Top Down.

Desta vez com fio Phoebus, nº 445 da Lopo Xavier. Foi trabalhado com agulhas 3,5 e feito muito rapidamente. É um fio 100% lã e muito, muito quentinho.

Como todos os fios da marca Lopo Xavier, é realmente maravilhoso.
É quente, macio, trabalha bem e 100% lã portuguesa. Melhor é impossível.
Já fiz trabalhos com os 3 fios - Elis, Trianon e com este Phoebus - e posso dizer que este último é o meu preferido.

Agora é só ir ao Porto (mais uma vez) e comprar outras cores.






segunda-feira, 23 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Camisola Top Down #1#

Ultimamente temos vindo a mudar os hábitos alimentares cá de casa, mas também a forma como nos relacionamos com o mundo que nos rodeia, destralhando a casa, optando por alimentos biológicos, comprar cada vez menos produtos embalados, preferir o que é nacional e reduzir ao máximo o sintético.

Assim, o primeiro passo, é tentar substituir as camisolas, casacos e meias por outros, feitos por mim e sempre que possível com fios 100% lã nacional.

Neste sentido, o ano que passou teve uma "produção" razoável, que já permitiu substituir algumas peças que não se enquadravam neste novo estilo de vida.

Depois de experimentar o modelo Top down, já o fiz várias vezes e de certeza que vou fazer muitas mais. É muito mais fácil, pois não tem costuras e assenta muito melhor e apesar de muitos apontarem como dificuldade o tamanho que vai tendo no final e de ser de difícil manuseamento, até isso não considero muito preocupante. Por outro lado, como o modelo é sempre em meia, não sendo necessário seguir nenhum esquema, permite-me todas as noites pegar no tricot e ver ao mesmo tempo as minhas séries e filmes.

Nesta camisola usei um fio da ArtiModas - comprei de 2 cores, esta e em cinzento, mas não sei especificar qual o nome do fio - que se trabalha muito bem, pois é extremamente macio dando um toque final extraordinário. Já foi usada e lavada várias vezes e está como nova.

Fotos: Eugénia Andrade Santos





domingo, 8 de outubro de 2017

Manta de bebé e casaco em tricot

Dizem que os vizinhos são a família mais próxima.

Vivemos nos arredores de Lisboa cerca de 16 anos, mas sempre com o objectivo de voltar para o centro da cidade. Em finais de 2009, conseguimos encontrar a nossa casa, no local que queríamos. Mudamos em Janeiro de 2010 para uma casa muito mais pequena, com mais de 60 anos, um terceiro andar sem elevador, ou seja, completamente diferente do que tínhamos, mas mesmo assim muito mais felizes.

Quando começamos a procurar casa em Lisboa, o nosso receio era os vizinhos. Estamos numa zona de faculdades, com imensos estudantes a arrendar quartos, festas a toda a hora, turistas a entrar e a sair, barulho, confusão, chatices. Mesmo assim, arriscamos e ainda bem.

O nosso prédio tem apenas 6 apartamentos ocupados por 9 pessoas e parece uma comunidade. Todos nos ajudamos. Há sempre um miminho para todos quando vamos de férias. Há sempre fruta quando uma das vizinhas vai à casa que tem em Santarém. Há sempre um cuidado quando um dos vizinhos está doente. Respeitamos o espaço de cada um, mas sabemos que estamos lá para o que for preciso.

A juntar a tudo isto, tanto eu como o meu marido vamos a pé para o trabalho e a filhota, até Junho também ía a pé para a escola.

Em Agosto, soube que uma vizinha ía ser avó. Nem foi preciso pensar mais. No dia seguinte estava a comprar lã para fazer uma mantinha e um casaco. Fui à Brancal e comprei o fio  Dralon 4, com 50% de lã e 50% polyester para a manta e os novelos de fio para bebé, para o casaco.

Foi a primeira manta que fiz em tricot e adorei o modelo. O casaco foi um tutorial que já tinha visto no blog Malha a malha (que aconselho a visitarem) e que estava à espera de uma oportunidade para o fazer.

Este fim de semana vou entregar os miminhos à avó babada e espero que a "nossa" pequenina quando nascer em Novembro fique bem aconchegada na sua manta e casaco, pois foi a pensar nela que eles foram feitos.

Um agradecimento à filha tão especial pelas fotos que tirou, prevendo que a partir de agora serão todas da sua autoria.